sexta-feira, 13 de setembro de 2013

MST vende alimentos saudáveis na Feira da Reforma Agrária em SP

13 de setembro de 2013

Por Luiz Felipe Albuquerque
Da Página do MST




Centenas de assentados e assentadas participaram do ato oficial de abertura da 1ª Feira da Reforma Agrária no município de Euclides da Cunha, na região do Pontal do Paranapanema (SP).

No ato, foram entregues 50 máquinas retroescavadeiras pelo ministro Pepe Vargas, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a 50 prefeituras do estado, para que sejam utilizadas na construção e recuperação de estradas vicinais das áreas rurais.

“A entrega dessas máquinas faz parte de uma conquista dos Sem Terra que sempre realizam luta para melhorar as condições das estradas dos assentamentos e, com isso, facilitar o escoamento da produção e melhorar a mobilidade dos que vivem nessas áreas”, disse Cledson, da direção estadual do MST.

Além dessas máquinas, estão previstas a entrega de mais 50 motoniveladoras e um caminhão caçamba às mesmas finalidades.

A feira

Mandioca, milho, leite e seus derivados. Animais de pequeno porte como bode, carneiro e cabrito. Artesanatos e produtos medicinais feitos nos assentamentos. Esses são apenas alguns dos produtos que serão comercializados e apresentados na Feira da Reforma Agrária até o próximo domingo (15/9).

Para João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, "esse é um momento de celebração e de valorização das conquistas do povo Sem Terra e dos assentados da Reforma Agrária”.

Os assentados da região do Pontal do Paranapanema são responsáveis pela produção de 300 mil litros de leite por dia. Há mais de 1,6 milhões de cabeças de gado. O município de Euclides da Cunha, por exemplo, é o 5º maior produtor de mandioca, tendo mais de 2 mil hectares plantados desse cultivo.

“Essa é uma oportunidade de criar um espaço onde os assentados possam expor seus produtos agroecológicos produzidos nos assentamentos, e poder dialogar com o público da cidade ao mostrar que é possível produzir alimentos sadios sem agrotóxicos”, disse Cledson.

Reforma Agrária

Praticamente 1/3 da população assentada no estado de São Paulo está na região do Pontal do Paranapanema. São mais de 6 mil famílias assentadas que representam cerca de 40% do orçamento da região.

Somando a entrega das máquinas a esse contexto, Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST defendeu a importância da Reforma Agrária para o campo brasileiro.

“Precisamos discutir que tipo de uso queremos dar ao solo, à água e aos bens naturais. Que tipo de comida a sociedade vai querer comer. Se é essa comida cheia de veneno e de agrotóxico, de fato a Reforma Agrária não é necessária. Mas se quisermos comer alimentos saudáveis, que respeitem o meio ambiente e acima de tudo o ser humano, então a Reforma Agrária é a coisa mais moderna a ser feita”, acredita.

Gilmar acredita que para a Reforma Agrária hoje ser efetiva, ela deve vir acompanhada de tecnlogia. “Queremos modernidade, tecnologia que nos ajude a superar o problema da produtividade, mas principalmente o problema da fome e da miséria no nosso país e no mundo. Por isso, é fundamental assistência técnica, pesquisas para aumentar a produtividade e diminuir a penosidade do trabalho agrícola”.

Diante da presença do ministro do MDA, Gilmar Mauro ainda aproveitou para cobrar as diversas áreas que podem ser desapropriadas no Pontal e avançar na Reforma Agrária.

“Para fazer Reforma Agrária é preciso ter estrada, condição técnica, pesquisa, crédito, etc. Mas se não tiver desapropriação não há Reforma Agrária. Por isso dizemos sempre que enquanto tiver uma família Sem Terra nesse país, nosso movimento estará lutando, enquanto tiver um latifúndio improdutivo, lá estaremos colocando nossa bandeira para que um dia esse país não tenha mais Sem Terra nem latifúndios, e que a terra de fato possa cumprir com sua função social”.

Sob esse contexto, Gilmar destacou, portanto, que a Reforma Agrária não é apenas dos que lutam por ela, “mas de todos os que querem um país diferente”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de Setembro : Dia de luta pelo Cerrado



LIVRO: Frutos e Sementes do Cerrado: Um atrativo para a fauna



Dia do Cerrado. A data foi instituída em 2003 por meio de decreto presidencial, atendendo a proposta do Ministério do Meio Ambiente. A data, 11 de setembro, foi uma homenagem ao ambientalista e artista Ary Pára-Raios, fundador do grupo artístico Esquadrão da Vida, que vem encantando nosso cenário cultural há mais de três décadas, graças ao trabalho de seus filhos, imbuídos de continuar a obra do pai, após a morte dele em 2003 (Fonte: Mauro Pires, Correio Braziliense).

Frutos e Sementes do Cerrado: Um atrativo para a fauna: O livro inclui a descrição de 150 espécies do bioma Cerrado que produzem frutos e sementes atrativos para a fauna, com mais de 1.300 fotos, detalhando-se suas características morfológicas, época de maturação dos frutos, ambientes de ocorrência, animais atraídos, principais formas de uso e germinação. Inclui ainda uma seção especial com fotos e descrições de algumas das consideradas mais importantes espécies de animais frugívoros do Cerrado e um glossário ilustrado para os termos botânicos.

Organizações rebatem declarações de que agrotóxicos não fazem mal à saúde

 6 de setembro de 2013

Da Página do MST

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgaram nota coletiva em que repudiam as declarações feitas por Eduardo Daher da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), empresa representante do setor de agrotóxicos questionando a veracidade do Dossiê Abrasco sobre os impactos da saúde no Brasil. 

"A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não aceitarão pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos e convocam a sociedade brasileira a tomar conhecimento e se mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos", diz a nota. Leia a íntegra abaixo:

Uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente

O “Dossiê Abrasco– Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde” registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no Brasil e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos na saúde pública e na segurança alimentar e nutricional da população.

Os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados.

Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas.

Muitos desses animais também desempenham papel importante na produção agrícola, pois atuam como polinizadores, fertilizadores e predadores naturais de outros animais que atingem as lavouras.

O “Dossiê Abrasco” cita dezenas dos milhares de estudos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais de renome que comprovam esses achados. 

É direito da população brasileira ter acesso às informações dos impactos dos agrotóxicos. Faz-se necessário avançar na construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados negativamente pelos agrotóxicos, assim como fortalecer a regulação do uso dessas substâncias no Brasil, por meio do SUS.

Nesse sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco repudiam as declarações do diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, e de Ângelo Trapé, da Unicamp, veiculadas na revista “Galileu” nº 266, edição de setembro de 2013, e também na entrevista divulgada no site da publicação, que atentam contra a qualidade científica das pesquisas desenvolvidas nessas instituições e, em especial, contra o “Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.

As palavras do diretor-executivo da Andef, que tentam desqualificar e macular a credibilidade dessas instituições, são inéditas, dado o prestígio nacional e internacional e a relevância secular que temos na área da pesquisa e formulação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação em saúde, bem como na formação de profissionais altamente qualificados.

A Andef é uma associação de empresas que produzem e lucram com a comercialização de agrotóxicos no Brasil. Em 2010, o mercado dessas substâncias movimentou cerca de US$ 7,3 bilhões no país, o que corresponde a 19% do mercado global de agrotóxicos.

As seis empresas que controlam esse segmento no Brasil são transnacionais (Basf, Bayer, Dupont, Monsanto, Syngenta e Dow) e associadas à Andef. As informações sobre o mercado de agrotóxicos no Brasil, assim como a relação de lucro combinado das empresas na venda de sementes transgênicas e venenos agrícolas, estão disponíveis no referido Dossiê Abrasco “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”. 

A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não aceitarão pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos e convocam a sociedade brasileira a tomar conhecimento e se mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos.

Rio de Janeiro, 06 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Segundo corte no orçamento pode levar ICMBio à penúria

Ilustração: Rafael Ferreira

É frágil a situação fiscal do Instituto Chico Mendes (ICMBio). Ameaçado com o segundo corte orçamentário do ano, o órgão ambiental já comprometeu 92% de seu orçamento e criará gargalos se fizer novo aperto. O esforço do governo federal em atingir a meta do superávit primário levou a retirada, anunciada em julho, de R$10 bilhões do orçamento federal para 2013, atingindo quase todos os ministérios, inclusive o Ministério do Meio Ambiente, que perdeu R$ 246,8 milhões de seu orçamento atual.

De acordo com o site do Ministério do Planejamento, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) perdeu R$246,8 milhões, 11,7% do seu orçamento de R$2,1 bilhões para o ano de 2013. Por sua vez, o Ministério do Meio Ambiente é obrigado a reduzir o orçamento de suas autarquias, entre as quais se encontra o ICMBio. ((o))eco tentou uma confirmação do valor do corte com o Ministério do Meio Ambiente, que não quis se pronunciar.

Na prática, o corte ainda não ocorreu, pois os órgãos ambientais já se consideram no limite da restrição de gastos.  Antes, o Ministério do Meio Ambiente está tentando convencer o Ministério do Planejamento a cancelar a medida.

O atual orçamento do ICMBio está em torno de R$516 milhões, cerca de um quarto do total do Ministério do Meio Ambiente. Desses, mais da metade são destinados para despesas fixas, entre as quais a folha de pagamento dos servidores de R$266.9 milhões. Na despesas fixas, o ICMBio não pode mexer. Quando elas são subtraídas do orçamento, sobram R$211 milhões restantes (40,8% do total), que compõem o chamado orçamento discricionário, a parte sobre a qual o órgão pode decidir como gastar. Com ela, o ICMBio investe nas Unidades de Conservação, no pagamento de luz, água, internet, sinalização de trilhas, serviços e gestão.

O orçamento total do ICMBio sofreu dois cortes em 2013: o primeiro corte, em maio, veio através do Decreto 8021/2013, atingiu R$9 milhões, reduzindo os recursos livres para R$201 milhões. O segundo ocorreu já na metade do ano, em  21 de julho. Ainda não foi repassado pelo Ministério do Meio Ambiente, mas se seguir o mesmo percentual que o ministério sofreu (11,7%) reduzirá as verbas livres do ICMBio para R$177 milhões.

O problema é que R$182 milhões já estão comprometidos com contratos em andamento. Caso seja mesmo implementada, a nova redução deixará o caixa do ICMBio devendo R$5 milhões quatro meses antes do ano terminar. Mesmo essa redução seria o tiro de misericórdia, pois mesmo que não venha o ICMBio não termina o ano sem fazer reduções de gastos que comprometerão a gestão das Unidades de Conservação.

“A gente não toca até o final do ano com esse valor [R$201 milhões]. O que a gente tem disponível de orçamento não dá para fechar o ano nas mesmas condições”, explica Anna Flávia de Senna Franco, diretora de Planejamento, Administração e Logística do ICMBio.

De acordo com a diretora, o ICMBio está fazendo um grande esforço para conter gastos e isso inclui cortes em áreas essenciais, como a redução de postos de vigilante, de serviços de terceirizados, de diárias e de passagens. “Todas as diárias possíveis serão postergadas, a gente está tentando resolver os problemas com menos deslocamentos. Então, iniciativas já estão sendo tomadas. Só que, diante do quadro de restrição, elas não serão capazes de reduzir o impacto do corte que foi imposto”, afirmou.

A cúpula do ICMBio trabalha junto com o Ministério do Meio Ambiente não só para evitar o corte, como para obter do Ministério do Planejamento um acréscimo de R$16 milhões para esse ano. “Em 2008, a nossa receita era cerca de R$ 19 milhões e em 2012, ela subiu para R$72 milhões” diz Anna Flávia. Segundo a diretora, esse bom desempenho habilita o ICMBio a pedir um aumento de repasses do orçamento federal. As receitas próprias, provenientes de taxa de visitação, pregão de madeira, multas ambientais têm uma estimativa anual e o que passar disso fica retido no Ministério do Planejamento como esforço fiscal. Se estava previsto que o ICMBio arrecadaria, por exemplo, R$15 milhões de receitas de taxa de visitação em Unidades de Conservação e o órgão arrecada R$20 milhões, os R$5 milhões extras não ficam com o órgão.



Se o clima é de apreensão na sede do Instituto, em Brasília, nas Unidades, o tom é de revolta. A penúria orçamentária está fazendo ferver a comunicação entre servidores e chefes de Unidades de Conservação, que debatem por e-mails e grupos fechados nas redes sociais o impacto direto sobre suas Unidades.

Servidores se sentem abandonados

A situação de quem está em campo anda cada vez mais difícil. Os servidores se sentem abandonados e discutem medidas para chamar a atenção da opinião pública para o grave estado das UCs.

Há 3 semanas, ((o))eco tem falado com analistas ambientais de diferentes Unidades de Conservação do país e recebido mensagens com depoimentos sobre a situação peculiar de cada uma. Narrativas como ter o único carro da Unidade quebrado ou sem gasolina. Em uma UC com parte marinha a fiscalização foi cancelada por falta de barco. Outros contam que os cortes de vigilantes geram aumentos de crimes ambientais próximos às Unidades. Confidenciados a nossa reportagem, os exemplos pipocam.

Uns pensam em gravar um vídeo denunciando a situação, outros em se mobilizar e fazer um protesto. A percepção geral é de que as condições de trabalho só pioram porque o servidor aceita e dá um “jeitinho”, se vira como pode e as Unidades continuam funcionando do jeito que estão, sem condições de exercer seu papel.

Há contratos suspensos com de brigadas de incêndios que atuam durante a época de seca. “Não apenas o contrato de brigadistas, há aluguel de helicóptero, de caminhão pipa, tudo suspenso”, diz um servidor que pediu para não identificado.

Na falta mão de obra, improvisa-se. Há analistas se virando em funções de vigilante ou pedreiro. Tudo em nome de manter as Unidades funcionando.  Com a redução de funcionários terceirizados, o clima entre os servidores que ficam sobrecarregados só piora.

Parques abertos à visitação já estudam suspendê-la como ato político, para mostrar a falta de condições de trabalho. Não é o caso do Parque Nacional do Caparaó, localizado entre Minas e Espirito Santo, que considera paralisar as vistas por corte de pessoal terceirizado, a um grau que os gestores concluem ser impossível manter a segurança dos visitantes.

"Agora teremos que ensinar macaco a fiscalizar Unidade de Conservação, abrir trilha, limpar banheiro", ironiza um servidor. "É a única maneira de ser mais criativo, como os burocratas pedem", completa o outro. Ambos pediram para não ser identificados, mas a brincadeira resume bem a indignação que se espalhou dentro do Instituto Chico Mendes.

Em carta aberta aos servidores do ICMBio, a direção faz um apelo para que “Enquanto persiste a situação, a instituição tem orientado a todos que lidem com essas limitações da maneira mais justa e solidária possível, estudando as situações e as prioridades institucionais, e buscando minimizar seus impactos sobre os resultados pretendidos”.

O PIB brasileiro em 2012 atingiu a ordem de R$4,4 trilhões. Considerados baixos, os investimentos do Ministério do Transporte em 2012 foram de R$9,2 bilhões ou 0,21% do PIB brasileiro.

A missão do ICMBio envolve cuidar de 75 milhões de hectares de áreas protegidas, o equivalente a 8,8% do território brasileiro. Para isso, ele recebe 0,012% do PIB do país. E essa parcela está caindo.


Fonte: ((o))eco

CHEGA DE FIU FIU: resultado da pesquisa

Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente porque nasceu mulher. Mas infelizmente isso é algo que acontece todos os dias. E é um problema invisível. Pouco se discute e quase nada se sabe sobre o tamanho e a natureza do problema. Para tentar entender melhor o assédio sexual em locais públicos, a Olga colocou no ar, em agosto, uma pesquisa elaborada pela jornalista Karin Hueck, como parte da campanha Chega de Fiu Fiu. Contamos com 7762 participantes e 99,6% delas afirmaram que já foram assediadas  - um número tão alto que já dá a ideia da gravidade do problema. Veja abaixo o resultado:

WORKSHOP ECOLOGIA DE FLORESTAS TROPICAIS SECAS

Começou hoje - 10 de setembro - o WORKSHOP ECOLOGIA DE FLORESTAS TROPICAIS SECAS.
Organizado pela Unimontes, Embrapa Solos e UFRRJ, o evento ocorre em Montes Claros no auditório da 11ª RISP, com programação das 8h30 às 18h, pesquisadores e professores de diversas instituições se reunirão para discutir temas relacionados ao bioma florestas tropicais secas, que possibilitará a troca de informações sobre as diversas pesquisas desenvolvidas sobre clima, solos, fauna e flora no Parque Estadual da Mata Seca (PEMS), localizado no município de Manga, extremo norte de Minas Gerais.

O ciclo de palestras do workshop acontecerá até amanhã (11 de setembro), contando com um curso de campo na sexta-feira e no sábado na PEMS.
 INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS GRATUITAMENTE NO LOCAL.


Portal do Livro Aberto em CT&I : Vocabulário ambiental infantojuvenil

Grátis para baixar o Vocabulário ambiental infantojuvenil, onde temas ambientais são trabalhados de maneira didática e poética para crianças. Ricamente ilustrado com obras selecionadas de artistas mirins. Parabéns novamente Otavio Maia pela obra.

domingo, 18 de agosto de 2013

Biólogos se Reúnem para Discutir Direitos Trabalhistas


Aconteceu no dia 07 de agosto de 2013, o 1° Workshop de Direito e Política Profissional do Biólogo, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep-MG).

O objetivo do encontro foi o de alertar os Biólogos sobre seus direitos e deveres trabalhistas, bem como a atuação política pode ser importante para o fortalecimento da classe.

O evento contou com a participação de membros do Movimento Luta de Classes e advogados da GTB Advocacia e Consultoria Jurídica, e foi uma promoção do Sindicato dos Biólogos de Minas Gerais (Sindibio-MG).

O workshop acontece em momento onde a questão política anda em voga e todos estão atentos às mudanças provocadas pelos trabalhadores, assim a conscientização desta classe é passo importante tanto para os profissionais quanto para sociedade que se beneficia dos serviços prestados por esses.

Via: Sindibio-MG

Curso online sobre Horta Orgânica em 10 aulas


Horta orgânica, o que é? Que tipo de adubo posso usar? Como semear em vasos? Como controlar as pragas e doenças? Quando realizar a colheita? Estas e outras dúvidas práticas são respondidas neste curso prático disponibilizado na íntegra no YouTube em 10 aulas. O áudio é espanhol, mas todos os vídeos tem legendas em português. São vídeos curtos de no máximo 30 minutos cada.


Neste link você encontra as 10 video aulas. 
Vamos às aulas!

Acesse: http://www.youtube.com/watchv=xou1ckVzltk&list=PLeXZIaKt7eNhdZ1202yXoMD59vFgpIo6H&feature=player_embedded

Seis recomendações da cientista indiana Vandana Shiva para os jovens

Vandana Shiva nasceu na Índia em 1952, é filósofa com formação em física quântica e autora de diversos livros (dentre eles Monoculturas da mente, Guerras por água e Biopirataria: a pilhagem da natureza e do conhecimento). Reconhecida mundialmente como líder e pensadora de temáticas sociais, políticas e ambientais, foi premiada em 1993 com o Right Livelihood Award, prêmio considerado uma versão alternativa do Nobel da Paz.



Ela esteve no Brasil em julho e participou do III Encontro Internacional de Agroecologia, em Botucatu, no interior de São Paulo. Além de criticar o modelo do agronegócio mundial, forneceu pistas alternativas para se pensar a produção de alimentos no mundo. Vandana afirma que o atual sistema transforma as pessoas apenas em consumidores de suas mercadorias e não em seres humanos que precisam de uma vida saudável.

A indiana fez parte de um grupo de 300 cientistas de todo mundo que se dedicam a pesquisar a agricultura e concluiu, após três anos de estudos, que nem a Revolução Verde da década de 1950, nem o uso intensivo das sementes transgênicas e dos agroquímicos podem resolver os problemas da alimentação mundial. Na prática, as grandes multinacionais do agronegócio chegam a controlar 58% de toda produção agrícola do mundo, porém, dão trabalho para apenas 3% das pessoas que vivem no meio rural.

Alimentar o mundo, para ela, é algo que só pode acontecer por meio da recuperação de práticas agroecológicas que convivam com a biodiversidade. O modelo da agroecologia permite aumentar a produtividade sem destruir a diversidade biológica do meio, produz alimentos sadios e cria empregos e formas de vida que evitam a migração das populações do campo para as periferias das grandes cidades.

Recomendações aos jovens

Vandana Shiva fez seis recomendações aos jovens - especialmente aos estudantes de agronomia, que muitas vezes se formam dentro da lógica dominante e reproduzem o pensamento do agronegócio:

1. A base da agroecologia é a preservação e a valorização dos nutrientes que há no solo. “Precisamos aplicar técnicas que garantam a saúde do solo, e dessa saúde, recolheremos frutos com energia saudável”.
2. Estimular que os agricultores controlem as sementes. As sementes são a garantia da vida. “Nós não podemos permitir que as empresas transnacionais transformem nossas sementes em meras mercadorias. As sementes são um patrimônio da humanidade”.
3. Precisamos relacionar a agroecologia com a produção de alimentos saudáveis, que garantam a saúde e conquistem os corações e mentes da população da cidade, que está sendo cada vez mais envenenada pelas mercadorias com agrotóxicos. “Se vincularmos os alimentos com a saúde das pessoas, ganharemos milhões de pessoas da cidade para a nossa causa”.
4. Precisamos transformar os territórios em que os camponeses têm hegemonia em verdadeiros santuários de sementes, de árvores sadias, de cultivo da biodiversidade, de criação de abelhas e de diversidade agrícola.
5. Precisamos defender a ideia que faz parte da democracia: a liberdade das pessoas de terem opções de alimentos. Elas não podem mais ser reféns dos produtos que as empresas colocam nos supermercados de acordo com a sua vontade.
6. Precisamos lutar para que os governos parem de usar dinheiro público – que é de todo o povo – para subsidiar fazendeiros. Isso vem acontecendo em todo o mundo e também na Índia. O modelo do agronegócio não se sustenta sem os subsídios e vantagens fiscais que os governos lhes garantem.


Via: Brasil de Fato

Professor cria projeto contra preconceito a partir de apelidos racistas

Professor reúne apelidos racistas e cria projeto contra preconceito. Assustado com mais de 360 nomes ofensivos encontrados entre alunos de escola na Zona Norte do Rio, professor monta jardim que mistura História e cultivo de plantas. 


Mais de 125 anos depois da Lei Áurea, o racismo entre alunos do ensino fundamental chamou a atenção de Luiz Henrique Rosa, professor de biologia da Escola Municipal Herbert Moses, no Jardim América, Zona Norte do Rio. Assustado com a agressividade das crianças, Rosa pediu que todos colassem no papel os apelidos já ouvidos na escola. O resultado? Das mais de 400 terminologias catalogadas, cerca de 360 continham conteúdo racista, como “macaco”, “galinha de macumba” e “asfalto”.

No mesmo período dessa pesquisa, Rosa, entusiasta da história dos negros no Brasil, ficou impressionado com a falta de curiosidade pelo aniversário da Revolta de Vassouras, rebelião escrava ocorrida em 1838. Pressionado pelo racismo em sala de aula, de um lado, e o desconhecimento da cultura negra, de outro, o professor resolveu agir. Assim nasceu, no fim de 2009, o projeto “Qual é a Graça?”.
No quintal então abandonado da escola, Rosa pediu para que seus alunos escrevessem e colassem no muro os quase 200 nomes de escravos que participaram da revolta. O objetivo era que cada um “apadrinhasse” um cativo, estimulando o sentido de responsabilidade. Cada estudante contribuiu com R$ 6 pelo pedaço de mármore.
É possível encontrar nomes cristãos como “Concórdia”, “José” e “Cesário”, dados aos cativos assim que chegavam ao Brasil. Já as pedras com os dizeres “Deus Sabe seu Nome” representam os escravos não identificados, fazendo uma analogia com o “Soldado Desconhecido”, no monumento em homenagem aos combatentes da Segunda Guerra Mundial.

Da canela ao café, uma aula de história

Depois, no mesmo espaço, Rosa fez os alunos cultivarem plantas e espécies ligadas à História do Brasil. O cultivo das plantas começa por especiarias como canela e noz-moscada. Em uma viagem no tempo, passa-se pelo pau-brasil, cana-de-açúcar e café. Para incutir nos estudantes o tempo de viagem entre Moçambique e o Brasil a bordo de um navio negreiro, o professor Luiz Henrique Rosa pediu para que eles plantassem e acompanhassem o ciclo da couve e da alface por 90 dias — o período em que um escravo sofria nos porões da embarcação. Para a viagem entre Brasil e Angola, pepinos e mostardas, que têm ciclos de 60 dias.
— Meus alunos olham para a planta e perguntam: “Ele ainda tá amarrado, professor?”, referindo-se ao escravo. Desse jeito consigo trabalhar com eles a dureza da escravidão e o desenvolvimento dos vegetais — explicou Rosa.
Nascido para combater o racismo, o projeto “Qual é a Graça?” ganhou contornos pedagógicos e agora é transdisciplinar, afirmou. Para ele, é impossível separar os conteúdos no jardim:
— Por que eu planto essa berinjela? Na biologia, para mostrar como as plantas nascem e se reproduzem. Já o professor de português pode botar uma plaquinha com o nome dela e lembrar que “berinjela” se escreve com “j”, não com “g”. O aluno nunca mais vai errar.

Sem apoio financeiro

Os trabalhos no jardim de Rosa não contam para a nota final do aluno, mas todos são incentivados a participar. E dá resultados. Aos 12 anos, a estudante Aretha Barra Mansa Nascimento era chamada na escola de “petróleo”. Hoje, com 14, ela diz que a iniciativa do professor ajudou a amenizar o clima entre as crianças, e agora atender apenas por Aretha no colégio.

— No começo os alunos mais velhos vinham aqui no jardim e destruíam as plantas, mas agora todos participam. Fora que é muito melhor aprender as matérias da aula na prática do que em um livro, dentro de sala — contou ela.

Em seus dois anos e meio de existência, o projeto nunca recebeu incentivos financeiros da Secretaria municipal de Educação. Segundo o diretor da escola, Renato Borges Giagio, um grupo de professores chegou a levar uma coleção de fotos e um relatório ao órgão para convencer os gestores, sem sucesso. Rosa calcula que o “Qual é a Graça?” já consumiu mais de R$ 6 mil da comunidade, entre professores, pais e alunos.

— Estamos fazendo a nossa parte, mas cadê a deles? A educação vai além da sala de aula, e quando se coloca amor, o resultado é isso aí — disse Giagio.

Situada próxima às comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas, em 2011 a Herbert Moses teve nota 4.1 no Ideb, contra 4.7 da média nacional.

Via: Pragmatismo Político

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Aula Inaugural da Biologia - Bacharelado

Biologia,
Na sexta-feira (16/08) acontecerá a AULA INAUGURAL DA BIOLOGIA (Bacharelado), onde discutiremos vários assuntos importantes sobre nossa vida acadêmica, principalmente para aqueles que estão iniciando agora, falaremos sobre as perspectivas do curso, objetivos, metas e muito mais !






A SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS !
ESPERAMOS TOD@S ANSIOSAMENTE !
CONSTRUIREMOS UMA BIOLOGIA MAIS FORTE E DE LUTA ! 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Comissão aprova liberação de agrotóxicos vetados pelo Ibama

O IBAMA vetou a aplicação aérea de alguns agrotóxicos alegando serem tóxicos as abelhas.

Existem muitos trabalhos científicos aqui no Brasil e internacionalmente constatando esse absurdo: a aplicação de agrotóxicos estão dizimando as abelhas e as consequências podem ser desastrosas.


Leia no jornal da câmara dos Deputados: